A HISTÓRIA DO ROCK
II – ANOS 60, INVASÃO BRITÂNICA: BEATLES
UM CURTO PERÍODO, GRANDES CONSEQÜÊNCIAS
Nos primeiros anos da década de 60, o rockabilly, “bombado” desde 55, já não fazia tanto sucesso. Tocava-se, nos EUA, Nashville Sound, Del Shannon, Gene Pitney, Roy Orbison, Phil Spector, Ray Charles, Sam Cooke, Jackie Wilson, Bob Dylan, Joan Baez, Peter, Paul & Mary.
Na Inglaterra, Tommy Steele, Cliff Richard & The Shadows (que tocou muito nesse país, mas não nos EUA), Marty Wilde; Adam Faith, Billy Fury, Lonnie Donegan (rei do skiffle).
Porém, por volta de 1962, uma banda começa a despontar e não pára mais: The Beatles. Em 1964, já estourados na Europa, fazem sua primeira turnê pelos EUA. Um sucesso, e de lá para o mundo. Com eles, vêm outras bandas e outro estilo.
A história do rock pode ser dividida de várias maneiras. A Revista Bizz, por exemplo, no seu especial “A história do rock”, em 5 volumes, dedica o volume II à época entre 1964 e 1971. Preferimos fazer de uma maneira diferente. Iniciarmos um pouco antes, para incluir alguns artistas que faziam sucesso imediatamente antes do estouro dos Beatles, mas principalmente terminarmos antes de 71. Por um motivo simples: Beatles foi realmente um fenômeno, que influenciou o mundo inteiro, mas sua carreira teve duas fases bem distintas, iniciando em um ritmo mais acessível e sendo mais popular, e terminando mais elaborada, “psicodélica”, e com menos sucesso. Nesse final, coisas importantes já estavam surgindo. Influenciadas justamente pelo Beatles-final, sim, mas distintas: o movimento hippie, com seus ícones Hendrix, Joplin etc. Outra corrente despontava para o lado dançante, a black music.
Além disso, mesmo durante esse período de sucesso dos ingleses, outros sons faziam a cabeça do povo (aliás, como em qualquer época – não há nunca apenas um tipo de música nas paradas). O folk, nos EUA, despontou com Dylan e outros. Por essa razão, faremos um pequeno capítulo à parte (II B) para falar desse movimento.
Assim, nesse preferimos abranger apenas a época que vai de aproximadamente de 62 a 67, com a chamada época da “invasão britânica”: além de Beatles, destaca-se o surgimento do Rolling Stones, de outras bandas inglesas, a disputa criativa entre Beatles e os Beach Boys, a conversão do próprio Dylan às guitarras, a visceralidade do The Who, o submundo do Velvet Underground etc. Um período curto mas intenso, portanto.
A invasão britânica, especificamente, foi composta por Beatles, Stones, mas também por The Animals, The Kinks, The Byrds etc.
NOME
FOTO
DE ONDE:
INÍCIO: / FIM:
ÁRVORE GENEALÓGICA:
“* Genre: / Style:
* Moods: (…)
* Influenced by: (…)
* Similar artists: (…)
* Followers: (...)”
CRÍTICA / HISTÓRIA:
HITS:
FAIXA-A-FAIXA:
COMENTÁRIOS:
(0½1½2½3½4½5)
(THE) BEATLES
FOTO ok
DE ONDE: Inglaterra
INÍCIO: 1960 / FIM:1970
ÁRVORE GENEALÓGICA:
“* Genre: rock / Style: pop; rock & roll; British Invasion
* Moods: exciting; fun; bright (…)
* Influenced by: Roy Orbison; Ravi Shankar; Fats Domino (…)
* Similar artists: The Hollies; The Searches; Peter & Gordon (…)
* Followers: Chagall Guevara; Don Dixon; Donovan (...)”
CRÍTICA / HISTÓRIA: Liverpool é uma cidade portuária, e assim os rapazes de lá tinham acesso mais rápido às novidades americanas. John Lennon formou uma banda de rock, e tocava em festas e até igrejas, até que Paul McCartney (que era aprendiz em uma fábrica de bobinas) se juntou e trouxe George Harrison. Um empresário os adota e pede para trocarem o baterista, entrando Ringo Starr. Os nomes da banda antes da formação definitiva foram “The Quarrymen” e “The Silver Beatles”. O primeiro compacto dos Beatles contém “Love me do” e é um sucesso. Veio então o primeiro álbum, “Please please me” (e outros compactos).
A banda demorou alguns anos para estourar, é verdade (passou um bom período na Alemanha, onde desenvolveu sua energia e sua capacidade técnica), e para que fosse bem recebida nos EUA o seu empresário planejou toda uma estratégia de marketing (em 1964). Aliás, conta-se que o executivo de uma gravadora, tendo que optar entre os Beatles e outra (antes do sucesso, claro), optou pela outra – eram os Tremeloes (mas também, nos testes, os Beatles cantaram Sinatra e “Besame Mucho”...).
O grupo lançou também filmes (como “A hard day`s night”- “Os reis do iê-iê-iê, no Brasil; e “Help!”) e em pouco tempo virou uma febre mundial (conseguiram ocupar simultaneamente as cinco primeiras posições da parada americana). Não sem gerar controvérsias: os cabelos diferentes, o comportamento, tudo gerou campanhas contra eles. Lennon, em uma entrevista, previa a decadência do cristianismo (a banda envolveu-se com religiões indianas) e disse a famosa frase “Atualmente, somos mais populares que Jesus Cristo”, que acabou sendo distorcida.
Sucesso extremado, drogas, tudo isso acabou levando a um certo desgaste da banda, que acabou buscando outras sonoridades, em “Rubber Soul” (64), “Revolver” (65) e “Sgt. Pepper`s Lonely Hearts Club Band” (66), considerado o ápice de seu experimentalismo (e declínio da beatlemania). Em 66, uma parada nos estafantes shows para dedicarem-se ao estúdio. O empresário morre em overdose de calmantes. Em 68, uma temporada na Índia (arrumaram até um guru; Harrison era o mais envolvido nisso – uma outra história curisosa sobre o envolvimento dos Beatles com as vanguardas, e com os interesseiros, é que Lennon e Harrison permitiram que um amigo utiliza-se os motores de suas Ferraris para construir... um disco voador!) e vem o “Álbum Branco”, já menos experimental e mais eclético (além de mais individualista), embora alguns vejam ali também a raiz do hard-rock (“Helter Skelter” – o serial-killer Charles Manson mandou escrever estas palavras, algum tempo depois, nas paredes de uma casa que mandou sua guangue invadir e cometer uma chacina).
Lennon envolve-se com Yoko Ono (diz-se que ela praticamente acampou na porta da sua casa, querendo patrocínio, e então surgiu o “amor”), casam-se e iniciam um insólito protesto contra a guerra (do Vietnã): enfurnados na cama (mas também devolve uma medalha que ganhou da rainha da Inglaterra, que apoiava a guerra). O último álbum lançado foi “Let it be”, mas porque aguardava a produção de um filme simultâneo, mas foi feito antes de “Abbey Road”. Lennon monta a Plastic Ono Band (Na música “God”, Lennon canta que não acredita na Bíblia, em Kennedy, em Elvis, em Zimmerman (Bob Dylan), nos Beatles, e que só acredita nele e em Yoko!, e afirma que “o sonho acabou”), McCartney sai em carreira solo (“Band on the run” foi sucesso em 1973), assim como Harrison (o triplo “All thinks must pass” é considerado muito bom; o ex-Beatle também teve uma produtora, que bancou o grupo de atores Monty Phyton). Brigas judiciais pelo espólio da banda marcam os anos seguintes.
Em 1980 um fã assassina John, que havia se mudado para os EUA. Harrison morreu de câncer em 2001.
HITS: “Love me do” – a primeira música do primeiro single já mostra o que a banda viria a ser, em termos criativos, começando já com um solo de gaita. O primeiro sucesso, mesmo, foi “Please please me” (63), em single. O álbum, de mesmo nome, foi um sucesso retumbante na Inglaterra.
“A day in the life”, de “Sgt. Pepper`s (...)”, que narra um acidente de carro com morte, seria uma das “pistas” deixada pela banda sobre a morte de Paul – circulavam boatos, à época, que o beatle havia falecido e que a notícia não foi divulgada para não atrapalhar a comercialização do álbum!
FAIXA-A-FAIXA: (os números arábicos em parênteses referem-se ao álbum da banda; a lista vem em seqüência)
(****½) “Love me do” (1)
(****) “Twist and shout” (1) – a última do disco; trilha em “Curtindo a vida adoidado”
(***) “A hard day`s night” (3) – começa bem mas não evolui; abre o disco
(**½) “Can`t buy me love” (3) – batida, mas a batidinha da bateria é simples e boa
(***) “Help!” (5) – abre o disco, meio enjoativa, meio boa
(****) “Ticket to ride” (5) – muda no meio (pra pior)
(**½) “Eleanor Rigby” (7) – um andamento de violino, mas a música não é grande coisa
(**½) “Yellow submarine” (7) – chata (folclórica) mas legal quando não é chata
(****½) “Lucy in the sky with diamonds” (8)
(****) “A day in the life” (8) – a última do disco; uma variação total no meio da música
(***) “Hello, goodbye” (9) – estas três vêm em seqüência
(*****) “Strawberry fields forever” (9)
(***) “Penny Lane” (9) – sofridinha no refrão
(****) “All you need is love” (9) – fecha o disco (está na trilha de “Simplesmente amor”); desanda
(****) “Revolution 1” (10) – rock “pesado” e harmônico
(****) “Come together” (12) – abre o disco
(**½) “Something” (12) – a segunda do álbum; deprê
(**½) “Oh! darling” (12)
(**½) “She loves you” (14) – começa enjoadinha mas fica quase legal
(***½) “I want to hold your hand” (14) – começa legal mas fica enjoadinha (vocais berrados)
(**) “Day tripper” (15) – abre o disco; não acrescenta
(****) “We can work it out” (15) – segunda do álbum
(**) “Lady Madonna” (14) – comecinho antigo, um vocal meio Elvis
(****) “Don`t let me down” (15) – extremamente romântica mas pesadinha.
[1963: “Please Please Me” (1), “With The Beatles” (2); 1964:”A Hard Day`s Night” (3), “Beatles for Sale” (4); 1965: “Help!” (5), Rubber Soul” (6); 1966: “Revolver” (7); 1967: “Sgt. Pepper`s (…)” (8), “Magical Mystery Tour” (9); 1968: homônimo (“Álbum branco”) (10); 1969: “Yellow Submarine” (11), “Abbey Road” (12); 1970: “Let it be” (13); 1988: “Past Master Vol 1” (14), “(…) Vol 2” (15)]
COMENTÁRIOS:
(0½1½2½3½4½5)
(THE) ROLLING STONES
FOTO ok
DE ONDE: Inglaterra
INÍCIO: 1963 / FIM: na ativa, ainda (!)
ÁRVORE GENEALÓGICA:
“* Genre: rock / Style: rock & roll; blues rock; hard rock
* Moods: energetic; swaggering; rebellious (…)
* Influenced by: Muddy Waters; Rev. Gary Davis; Bo Diddley (…)
* Similar artists: Little Feat; The Yardbirds; Rod Stewart (…)
* Followers: Artful Dodger; Blackfoot; Creedence Clearwater Revival (...)”
CRÍTICA / HISTÓRIA: a banda começa com Mick Jagger e Keith Richards, sendo seguidos depois por outros, como Charlie Watts. Entre as influências iniciais, o bluesman Muddy Waters, de quem pegam inclusive o título de uma música para dar nome à banda. No começo, abriram alguns shows para Litlle Richard. Os primeiros singles foram covers (de Chuck Berry, e depois dos Beatles e, por fim, de Buddy Holly), alcançando alguma repercussão. O primeiro álbum vem em 64 (homônimo) - “It`s all over now”, que atinge o topo britânico. Só nesse ano lançam um single de composição própria (o que seria mais lucrativo que pagar direitos autorais - conta-se que o empresário da banda trancou Jagger e Richards em sua cozinha, só permitindo sua saída após a produção de algum material original), “Tell me (you`re coming back)”.
Os Stones fracassaram e foram ridicularizados em sua primeira visita aos EUA, também em 64, após os Beatles. Mas, no mesmo ano, voltam e estouram. O rock tem neles seus primeiros grandes representantes do lado anárquico da música e do comportamento. Seus shows eram compostos de uma platéia enfurecida, que neles buscava uma alternativa ao iê-iê-iê engomadinho dos Beatles. Em 65, a consagração com “(I can`t get no) Satisfaction” (que fala, entre outros motivos, da garota que “não libera” e diz que é melhor que o cara volte “semana que vem”). “Aftermatch” (66) foi o primeiro álbum só com originais. Por volta de 67, a banda também namorou o indianismo e o psicodelismo.
“Beggar`s Banquet”, 68, é o retorno às “raízes” e considerado obra-prima. Tem “Street fighting man”, que combina com o espírito da época, embora lamente: “Na apática cidade de Londres não há lugar para um guerreiro de rua / Então o que um pobre garoto pode fazer, a não ser cantar em uma banda de rock?”.
Ainda nesse ano, gravam “Circus”, um espetáculo com participação de Lennon, The Who etc. Mas só liberam sua comercialização cerca de 30 anos depois (não gostaram de suas atuações, foi o motivo alegado... – outro vídeo obrigatório).
O envolvimento com drogas foi intenso, e a banda tinha problemas policiais por conta disso. Brian Jones, um dos integrantes, era o caso pior (ele já tinha ido pra Escandinávia e tido dois filhos ilegítimos aos 16 anos). Em 69, morreu afogado em sua piscina, pouco depois de ter sido afastado da banda. Entra Mick Taylor, que em 74 também deixa a banda por causa de seu abuso de heroína. Só então entra Ron Wood.
Um outro episódio negativo marca a história da banda, na época. Fazendo um show gratuito, com outras bandas (Crosby, Still & Nash, Santana etc.), em protesto por causa dos preços dos ingressos, em 69, os Hell`s Angels foram contratados para a segurança. Muita confusão, agressão e uma pessoa morta, apunhalada pelos motoqueiros.
Brigas criativas acontecem no meio dos anos 80, com Richards querendo manter a raiz rock, e Jagger indo para o comercial. Jagger chega a trilhar discos solo.Há um hiato de inéditos entre 89 e 94 (“Voodoo Lounge”). Hoje é uma fábrica de dinheiro, com suas turnês grandiosas.
Mick Jagger sempre fez o papel do “machão”, com sua dança (pretensamente) sensual. Ex-estudante de Economia, tem uma ligação com o Brasil: um filho com a modelo Luciana Gimenez.
HITS: Depois de “Satisfaction”, outras músicas viraram hits nos dois anos seguintes: “Get off my cloud”, “19th nervous breakdown”, “As tears goes by”... “Paint it black”, com cítaras, recebeu um comentário de Lennon: “O que os Beatles fazem, os Stones imitam seis meses depois”. “Start me up” é de 81, de “Tatto you”.
FAIXA-A-FAIXA:
(***½) “(I can`t get no) Satisfaction” - clássico total.
(****) “Ruby tuesday” – vocal e piano, depois uma flautinha, e parece que virará “Goodbye blue sky”, do Pink Floyd.
(****) “Angie” – balada clássica.
(***½) “Wild horses” – começo lembra “A dois passos do paraíso” (ou vice-versa, aliás...); o refrão é arrastado demais.
(***) “Salt of the Earth” – a versão com o Guns é música de arena, mas no “Circus” é chapada.
(***) “Start me up” – outro riff clássico.
(****) “You can`t always get what you want” – começo de igreja.
(***) “Paint it black” – rock galopante.
[procurar: (*****) “Simpathy for the devil” – dizem que o ritmo foi inspirado em uma viagem ao Nordeste brasileiro.]
COMENTÁRIOS:
(0½1½2½3½4½5)
(THE) BEACH BOYS
FOTO ok
DE ONDE: EUA
INÍCIO: 1966 / FIM: 1996
ÁRVORE GENEALÓGICA:
“* Genre: rock / Style: pop ; surf ; pop/rock
* Moods: light; yearning; bright (…)
* Influenced by: Phil Spector; Chuck Berry; The Four Freshmen (…)
* Similar artists: The Mamas & The Papas; The Turtles; Jan & Dean (…)
* Followers: The Association; The Bears: My Bloody Valentine (...)”
CRÍTICA / HISTÓRIA: apesar do sucesso (e da posteridade) ter criado uma disputa entre Beatles e Stones, fica claro, hoje, que a real disputa que marcou a segunda metade da década de 60 era entre Beatles e os Beach Boys. Não por sucesso, mas por atingir o novo, o ápice criativo. E também uma disputa entre-países, Inglaterra x EUA. Por isto esta banda está aqui, neste capítulo.
Brian Wilson, parcialmente surdo de um ouvido após uma surra do pai (empresário da banda, aliás), quando criança, era o gênio da banda. Após “Rubber Soul” (64), dos Beatles, quis superá-los e veio com “Pet Sounds”, com uma instrumentação diferente e letras reflexivas. Beatles revida com “Sgt. Pepper`s (...)”. Wilson começa a arquitetar algo melhor, mas a sua dependência de drogas, e um surto esquizofrênico impedem. Muitos anos depois (88), voltou em carreira solo.
A banda era formada por três irmãos (Dennis Wilson era o único realmente surfista), mais um parente e um amigo, e teve outros nomes antes do definitivo.
Classificada como surf music, a banda realmente estourou em 66, com o “Pet Sounds” e suas “Good vibrations” (cerca de seis meses e três estúdios para a produção da música). Mas já fazia sucesso, tendo lançado “Surfin`Safari”, “Surfin`USA” etc.
“Smile” era o sucessor, mas as “viagens” de Brian e as drogas causaram um racha na banda. O projeto foi cancelado. Veio “Smiley Smile”. “Sunflower”, de 1970, é considerado muito bom, apesar de Brian nunca ter voltado de forma consistente à banda. No começo dos anos 70, a banda fica algum tempo sem inéditos. Em 82, Brian é definitivamente afastado, reaproximando tempos depois. Em seu álbum solo, de 88, há letras de seu psiquiatra, Eugene Landy.
O irmão Dennis morreu em 83, Carl em 98.
HITS: “Surfing”, de 61, hit local. “I get around” foi a primeira a atingir o topo, “Help me, Rhonda!”, 65, o segundo. “Heroes and villains”, vem em 67. “Getcha back”, de 85, também mandou bem. “Kokomo”, no fim dos anos 80, também atinge o topo.
“Surfing USA” é, nota a nota, “Sweet little sixteen”, de Chcuk Berry (que posteriormente foi colocado como co-autor).
FAIXA-A-FAIXA:
(*****) “Good vibrations” – esplendor criativo
(**) “Surfing USA” – surf music típica
(**½) “I get around” – surf de começo tristinho, mas anima um pouco.
COMENTÁRIOS:
(0½1½2½3½4½5)
(THE) WHO
FOTO ok
DE ONDE: Inglaterra
INÍCIO: 1962 / FIM: 1983
ÁRVORE GENEALÓGICA:
“* Genre: rock / Style: rock & roll; hard rock; British Invasion
* Moods: passionate; swaggering; exciting (…)
* Influenced by: Bo Diddley; The Rolling Stones; The Kinks (…)
* Similar artists: The Pretty Things; The Yardbirds; The Troggs (…)
* Followers: Bad Finger; David Bowie; The Flaming Lips (...)”
CRÍTICA / HISTÓRIA: ópera rock, apresentações ensandecidas (quebrando guitarras e até a bateria – começou como uma revolta do guitarrista com o som, mas depois virou rotina), este é o Who. O grupo começou em 62, com outro nome (“Detours”, depois “High Numbers”, até o nome definitivo). O primeiro álbum foi “My Generation”, de 1965. “A quick one” o segundo, e “The who sell out” já era conceitual (deste, “I can see for miles” foi o seu primeiro grande sucesso nos EUA). No mitológico Festival de Monterey (67), quebraram tudo e emplacaram “I can see for miles”. O álbum “Tommy”, 1969, foi primeira ópera-rock da história (conta a história de um garoto cego, surdo e mudo que vira campeão em pinball - virou filme em 1975, com o vocalista, Roger Daltrey, no papel principal; imperdível!) e um enorme sucesso. Peter Townshend, o guitarrista (que cursava escola de artes, antes), queria continuar levando a banda para experiências, mas o resto da banda fincou uma volta às raízes. Peter acabou tendo um colapso nervoso, e quando se recuperou gravaram “Who`s next”, de grande repercussão. Veio outra ópera, “Quadrophenia” (73). À partir de então, a banda começa a se desintegrar. “The who by numbers” sai em 75, “Who are you”, mais progressivo, em 78 (e ainda é bem vendido). Em 1978, o baterista Keyth Moon morreu de overdose. Entra Kenny Jones, que era do Small Faces, e mais um tecladista. Em 81, Townshend quase morre de overodose (usava heroína, cocaína, álcool e ansiolíticos). Vieram “Face dances” e “It`s hard”, e em 1982, a banda parou, reunindo após apenas para alguns eventos. Townshend foi o que teve a mais consistente carreira solo.
A banda é considerada, ainda, a mãe do mod – o jovem de classe baixa que usava roupas caras e brigava nas ruas. O irônico é que sempre que a banda reunia-se, uma frase de “My generation” era relembrada: “Espero morrer antes de ficar velho”...
HITS: “I can`t explain” foi o primeiro hit, “Anyway anyhow anywhere” o segundo, “My generation” o terceiro , e “Substitute” o quarto. De “Who`s next”: “Baba O`Riley”, ‘Bargain”, “Behind blues eyes”, “Won`t get fooled again”.
FAIXA-A-FAIXA:
(***½) “Baba O`Riley” – começo barulhinhos, depois épico hard
(**½) “Pinball wizard” – cantada por Elton John no filme
(*****) “My generation” – clássico, um pré-punk.
[procurar: (****½) “I`m free – riff pegajoso; (****) “See me fell me”]
COMENTÁRIOS:
(0½1½2½3½4½5)
OUTROS NOMES (ordem alfabética):
(THE) ANIMALS
FOTO ok
DE ONDE: Inglaterra
INÍCIO: 1964 / FIM: 1983
ÁRVORE GENEALÓGICA:
“* Genre: rock / Style: rock & roll; blues rock; British Invasion
* Moods: raucous; freewheeling; rollicking (…)
* Influenced by: Muddy Water; Bo Diddley; Chuck Berry (…)
* Similar artists: Them; The Dave Clark Five; The Pretty Things (…)
* Followers: Big Brother & The Holding Company; Canned Heat; The Chocolate Watchband (...)”
CRÍTICA / HISTÓRIA: de início um pouco confuso, a banda, em 64, teve “Baby let me take you home” como primeiro single hit. Depois emplacou antigo blues americano, transformado, “The house of rising sun”. A banda passou por várias mudanças de formação, fim e retorno etc. Um integrante alegou sair por medo de avião, mas depois especulou-se que a questão foi financeira. Apesar do sucesso, ou melhor, por causa deste, a banda teve problemas com seu produtor, já que não queria fazer música essencialmente comercial. Eric Burdon refez a banda como “Eric Burdon and The New Animals”. Eric Burdon, em 67, num desses fins da banda, trocou a Inglaterra pelos EUA e lá fez uma banda com músicos de estúdio.Em 1976, outro retorno (com o aclamado pela crítica “Before we were so rudely interrupted”), outra separação e retorno já em 83 (“The ark”), novamente curto.
HITS: “San Francisco night” foi composta em viagem de ácido e foi regravada na era disco, virando um hino gay. “I`m crying” foi seu terceiro hit. “Don`t let me be misunderstood” e “We`ve gotta get out of this place” foram outros.
FAIXA-A-FAIXA:
(****) “House of the rising sun” -
COMENTÁRIOS: difícil; encontrada apenas esta faixa no LW.
(0½1½2½3½4½5)
(THE) HOLLIES
FOTO ok
DE ONDE: Inglaterra
INÍCIO: 1962 / FIM:
ÁRVORE GENEALÓGICA:
“* Genre: rock / Style: British Invasion; Merseybeat; pop/rock
* Moods: wistful; yearning; plaintive (…)
* Influenced by: Buddy Holly; The Everly Brothers; The Beatles (…)
* Similar artists: The Dave Clark Five; The Zombies; The Searchers (…)
* Followers: The Bears; Let`s active; The Posies (...)”
CRÍTICA / HISTÓRIA:
HITS:
FAIXA-A-FAIXA:
(**½) “Bus stop” – comecinho bacana (à la Jethro), depois vira Beatles normal (parece Jovem Guarda no refrão)
(**) “Long cool woman” – um blues-rock meio “Born to be wild”, mas sem a pegada
(*) “Carrie Anne” – “Kokomo” puro
COMENTÁRIOS:
(0½1½2½3½4½5)
(THE) KINKS
FOTO ok
DE ONDE: Inglaterra
INÍCIO: 1963 / FIM: na ativa, ainda (?)
ÁRVORE GENEALÓGICA:
“* Genre: rock / Style: rock & roll; British Invasion; pop/rock
* Moods: wry; whimsical; literate (…)
* Influenced by: Chuck Berry; The Beatles; Bo Didley (…)
* Similar artists: The Who; The Smiths; The Small Faces (…)
* Followers: Deep Purple; Free; The La`s (...)”
CRÍTICA / HISTÓRIA: a banda começou mais para o R&B e rock & roll (ainda chamavam “The Ravens”), agregando depois o folk, country etc. Suas primeiras gravações aparecem em 64. Os Kinks tiveram “You really got me” como primeiro sucesso, que com “All day and all of the night” foram hits também nos EUA. Mas em 65, foram proibidos de entrar ao país, e isto durou 4 anos – por razões incertas. A banda teve que restringir-se à Inglaterra, e os álbuns tornaram-se mais soturnos e conceituais (levados especialmente por Ray Davies, um dois dois irmãos briguentos que faziam a banda). Por volta de 68, já não faziam mais tanto sucesso nem em seu país de origem. Algum tempo depois, emplacam “Lola”, também nos EUA. Contudo, voltam para discos mais conceituais, operísticos, e novamente decaem, nos primeiros anos da década de 70. Passam por trocas de membros, e em 79 lançam o álbum “Low budget”, seu maior sucesso nos EUA. Outras músicas fazem sucesso até 83, mas de 84 em diante não conseguem mais tanta repercussão, passando por outras trocas de membros (permanecendo só os irmãos, que iniciaram tudo) e gravando mais alguns discos.
HITS: “See my friend” tem características indianas. “Sunny afternoon”, “Waterloo sunset” (uma balada) e “Autumn almanac” foram sucesso na Inglaterra. “Come dancing” é de 83.
FAIXA-A-FAIXA:
(****) “Lola” – intro bacana; faltou um refrão bom.
(**½) “You really got me” – comecinho com um riff safado, e fica só nisso
(**½) “Waterloo sunset” – meio sem-graça
(**½) “Sunny afternoon”- vocal legal
COMENTÁRIOS:
(0½1½2½3½4½5)
(THE) MODDY BLUES
FOTO ok
DE ONDE: Inglaterra
INÍCIO: 1964 / FIM: na ativa, ainda
ÁRVORE GENEALÓGICA:
“* Genre: rock / Style: prog-rock/art-rock; British Invasion; pop/rock
* Moods: epic; passionate; bittersweet (…)
* Influenced by: The Who; The Beatles; Pink Floyd (…)
* Similar artists: Justin Hayward; Yes; Procol Harum (…)
* Followers: Jim Chappell; Amazing Blondel; Camel (...)”
CRÍTICA / HISTÓRIA: o primeiro single não teve sucesso, mas o segundo atingiu o topo (“Go now”, um cover). Um relativo sucesso no quarto (“From the bottom of my heart”). Integrantes saem, e a banda lança, um tempo depois, “Days of future passed”, meio operístico. Contém “Night in White Satan” e “Tuesday afternoon”, e acaba sendo adotado pelo movimento hippie. Problemas com a gravadora dificultam o trabalho. Contudo, o tecladista Mike Pinder trabalhava no desenvolvimento de um órgão, o Mellotron (que viria para desbancar o Hammond) – que acabou virando o “Pindertrons”, e seu uso incrementou o álbum “In the search of the lost chord”, de 68. : Legend of a mind” foi um hit psicodélico. Assim como no álbum seguinte, a participação de vários músicos na gravação tornou suas músicas de difícil execução ao vivo, problema contornado no álbum seguinte, de 70, que ruma mais para o progressivo. Nos primeiros anos dessa década, separam-se, e seguem projetos paralelos. Em 77, se reúnem, mas Pinder já morava nos EUA, o que dificultou o trabalho. Lançam inéditas em 78, com sucesso (na turnê, ex-tecladista do Yes substitui Pinder), assim como em 81, mas, para muitos, já eram arcaicos e, para outros, faltava “alma” (e o misticismo de Pinder). O single “In your wildest dreams” (86) é considerada a melhor música à altura de “Night in (…)”, e recuperou um pouco do prestígio da banda. Continuaram a lançar álbuns, mas a saída de dois integrantes deixou a banda com apenas três, e não obtiveram mais grande sucesso nem respaldo da crítica.
HITS:
FAIXA-A-FAIXA:
(****) “Nights in white Satan” – bem dark
COMENTÁRIOS:
(0½1½2½3½4½5)
(THE) SMALL FACES
FOTO ok
DE ONDE: Inglaterra
INÍCIO: 1965 / FIM:
ÁRVORE GENEALÓGICA:
“* Genre: rock / Style: British Invasion; psychedelic; mod
* Moods: rollicking; irreverent; theatrical (…)
* Influenced by: Pink Floyd; The Rolling Stones; The Kinks (…)
* Similar artists: The Who; The Smoke; Ronnie Lane (…)
* Followers: The Jam; Rod Stewart; Blur (...)”
CRÍTICA / HISTÓRIA: “a melhor das bandas que não fez sucesso nos EUA”. Porém, na Inglaterra, “competia com The Who e Stones”. Como bons mods, eram chegados em anfetaminas, e a adição do LSD e dos álbuns dos Beatles, levou o grupo para um experimentalismo maior. “Itchycoo Park”, psicodélica, animou 67. O segundo álbum, “Ogden`s Nut Gonna Flake” é sua obra-prima (“talvez o álbum mais ambicioso depois do ‘Sgt. Pepper`s (...)’”). A banda teve muitos problemas com gravadoras (pagamentos, lançamento de singles que eles não achavam tão bons etc.), acabaram por leva-la ao fim da formação original, em 68 mesmo com a saída do vocalista e guitarrista Steve Marriott. Entram Rod Stewart e Ron Wood, virando “The Faces”, mas logo Stewart sai em carreira solo. Houve uma reunião nos anos 70, e dois álbuns, sem grande sucesso. O baterista Kenney Jones foi para o The Who. Marriott morreu em sua cama, nos anos 90, enquanto um incêndio consumia sua casa.
HITS: “Wat`cha gonna do about it” foi o primeiro single (65). “Sha-la-la-la-Lee” (66) alcançou o terceiro lugar. “Hey girl”, “All or nothing”, “My mind`s eye” foram outros. “Here comes the nice” fala sobre drogas (uma ode a um vendedor). “Thin soldier”, “Lazy sunday” (um pastiche) foram dos discos mais conceituais. “The universal” foi uma das melhores composições do grupo.
FAIXA-A-FAIXA:
(***½) “I wish that I know them what I know now” – voz Dylan, batida boa
(**½) “All or nothing” – começo motel, depois ganha peso mas não chega a ficar “boooa”
COMENTÁRIOS:
(0½1½2½3½4½5)
(THE) TREMELOES
FOTO ok
DE ONDE: Inglaterra
INÍCIO: 1958 / FIM: (?)
ÁRVORE GENEALÓGICA:
“* Genre: rock / Style: British Invasion; psychedelic pop; British psychedelia
* Moods: playful; exuberant; bright (…)
* Influenced by: Roy Orbison; Buddy Holly; The Beatles (…)
* Similar artists: Cat Stevens; The Walker Brothers; The Strangeloves (…)
* Followers: (não consta) ”
CRÍTICA / HISTÓRIA: uma das bandas menos conhecidas da invasão, apesar de ter feito sucesso até nos EUA, no período de 66 a 70, e de ter ficado na ativa por mais de 40 anos. A banda teve boas trocas de membros até alcançar o sucesso. Outro problema é que começaram a alcançar as paradas apenas com covers (como “Twist and shout”). Por um modismo da época, abanda se chamou, por um período, “Brian Poole & The Tremeloes”. O sucesso sobe à cabeça de Poole, há desentendimentos e novas trocas de membros. Flertaram com o experimentalismo etc., mas geralmente não investiram comercialmente nisso. No começo da década de 70, resolvem mostrar do que são capazes (mudam até o nome: “The Trems”), e aí fracassam comercialmente.
HITS:
FAIXA-A-FAIXA:
(****) “Here comes my baby” – cover de Cat Stevens, e alegria contagiante. Gravada depois por Yo La Tengo.
COMENTÁRIOS:
(0½1½2½3½4½5)
(THE) TROGGS
FOTO ok
DE ONDE: Inglaterra
INÍCIO: 1964 / FIM: (?)
ÁRVORE GENEALÓGICA:
“* Genre: rock / Style: rock & roll; British Invasion; frat rock
* Moods: raucous; rousing; swaggering (…)
* Influenced by: The Rolling Stones; The Kinks; The Kingsmen (…)
* Similar artists: The Yardbirds; The Who; Them (…)
* Followers: The Fuzztones; Slickee Boys; The Stooges (...)”
CRÍTICA / HISTÓRIA: a banda é lembrada como um pré-punk, e teve seu maior sucesso em “Wild Thing” (66), mas também enveredou pelas baladas, como “Love is all around” (68). (“Wild thing” foi transformada por Hendrix, no fim do seu show em Monterey.) A banda teve problemas com a disputa de seu conteúdo por duas gravadoras, e isto atrapalhou seu desenvolvimento comercial nos EUA. Ainda continuaram por um bom tempo, mas já sem tanto sucesso, mesmo na Inglaterra.
HITS: “With a girl like you”, “Night on the long grass”, “I can`t control myself”.
FAIXA-A-FAIXA:
(***) “Wild thing” –
(****) “Love is all around” -
COMENTÁRIOS:
(0½1½2½3½4½5)
(THE) YARDBIRDS
FOTO ok
DE ONDE: Inglaterra
INÍCIO: 1963 / FIM: 1968
ÁRVORE GENEALÓGICA:
“* Genre: rock / Style: rock & roll; blues-rock; British Invasion
* Moods: swaggering; knotty; bravado (…)
* Influenced by: Bo Diddley; Chuck Berry; Billy Boy Arnold (…)
* Similar artists: The Pretty Things; The Troggs; Steppenwolf (…)
* Followers: The Allman Brothers Band; Canned Heat; Free (...)”
CRÍTICA / HISTÓRIA: uma banda onde já estiveram Eric Clapton e Jimmy Page (Led Zeppelin) por si só já merece uma nota. Jeff Beck também passou pela banda, e seguiu carreira solo. A banda começou em 1963, sem nenhum destes. Logo entra Clapton, que sai com o sucesso de “For your love”, o primeiro single, de 65. Entra Jeff Beck, e os destaques dessa época são “Heart full of soul”, “Still I`m sad”, “Shapes of things”. Nos shows, criaram a “rave up”, solos improvisados e enormes. Entra Page, como baixista, mas logo pega a guitarra, ao lado de Beck. Beck logo sai. Em 68, o fim, e Page sai sozinho em turnê. O grupo tentou ressuscitar desde os anos 90, sem os três grandes e sem grande repercussão.
HITS:
FAIXA-A-FAIXA:
(**½) “Still I`m sad” - funeral
COMENTÁRIOS:
(0½1½2½3½4½5)
ROCK AND ROLL? – outros artistas importantes, porém menos voltados para o rock
Todas as bandas (ou duplas) abaixo, inglesas, tinham músicas entre as melhores do período, na lista do Allmusic (v. final), mas as mais encontráveis, deles, parecem mais com baladinhas à la Elvis.
CHAD & JEREMY (1964 – 1969)
(**½) “Everyone`s gone to the Moon” – baladinha
PETER & GORDON (1963 – 1968)
(**½) “I don`t want to seu you again” – baladinha que dá uma leve animada
GERRY & THE PACEMAKERS (1959 – 1966)
(**) “Don`t let the sun catch you crying” – Elvis; música dos anos 60 pra dançar colado e parado
THE SPENCER DAVIS GROUP (1963 – 1986)
Encontrada apenas uma música
(** ½) “Gimme some loving” - meio funk misturada com gospel (!).
CLIFF RICHARD & THE SHADOWS (deixar aqui?)
FOTO ok
DE ONDE: Inglaterra
INÍCIO: / FIM: (nascido em 1940; vivo ainda)
ÁRVORE GENEALÓGICA:
“* Genre: rock / Style: rock & roll; pop; pop/rock
* Moods: innocent; amiable/good natured; sentimental (…)
* Influenced by: Elvis Presley
* Similar artists: Kiki Dee; Elton John; Adam Faith (…)
* Followers: Peter Frampton; Russ Balard; Jimmy Ray”
CRÍTICA / HISTÓRIA: nascido Harry Webb, Richard foi “a resposta inglesa a Elvis”, e emplacou vários sucessos, mas quase que apenas nesse país. Isso não significa pouco: Richard foi a primeira estrela de rock nesse país, que geraria ainda tantas outras. Sua banda de apoio, The Shadows, era considerada muito boa. Foram, ao todo, 43 músicas entre as Top-20, em dez anos (obviamente, a maior parte antes dos Beatles).
HITS: “Move it”, 1958, foi o primeiro. “Devil womam” foi uma das apenas três que emplacaram nos EUA (em 1976, diga-se de passagem).
FAIXA-A-FAIXA:
(**) “Devil woman” – começa como música de motel, dá uma melhorada e fica brega
COMENTÁRIOS:
(0½1½2½3½4½5)
LONNIE DONEGAN -
O “rei do skiffle”, uma espécie de rock-jazz, tocado com violões e instrumentos “alternativos”, como tábua de passar roupa no lugar da bateria. Lonnie teve vários hits, antes dos Beatles.
(***) “Rock Island line” – bem folk
RESUMO
Um fato interessante, é que notamos aqui o surgimento de bandas, enquanto que na época anterior o foco eram em pessoas. Os Beatles, realmente, foram incomparáveis, nesse momento, por vários motivos, e não apenas pr terem vendido demais: sendo tão grandes, todos os seus atos tinham repercussão a curto ou a longo prazo: as atitudes políticas, a sobreposição da criatividade sobre o mercado, o humor sarcástico, tudo isso fez da banda algo ímpar. Claro que não foram os inventores de tudo isso, mas foram também grandes catalisadores.
O AUGE DE CADA UM
The Beatles 64 – 67
The Rolling Stones 65 – 68
The Beach Boys 66
The Who 65 – 67
O FIM DA INVASÃO
NO BRASIL
GALERIA
The Beatles
The Rolling Stones
The Beach Boys
The Who
The Animals
The Hollies
The Kinks
The Moddy Blues
The Small Faces
The Tremeloes
The Troggs
sábado, 30 de agosto de 2008
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