A HISTÓRIA DO ROCK
PREFÁCIO
Este projeto é totalmente pessoal. Realizei-o para mim.
Até a alguns anos, eu comprava CDs, e os tinha organizados na estante, por ordem alfabética de banda ou artista. Era relativamente simples. Então veio a internet – e a possibilidade de conhecer muito mais do que o que encontrávamos nas lojas. O volume de músicas que eu possuía explodiu – e o de informação também. Veio então a necessidade de organizar.
E, com esta, a vontade de entender todo o movimento – dos primórdios até os dias atuais. Assim nasceu o meu “A história do rock”.
Por que “meu”? Porque talvez seja impossível falar da história de maneira imparcial. Logicamente, há fatos que deverão estar em uma história contada por qualquer um – como não falar, por exemplo, de Beatles, de Nirvana? Mas há bandas que aqui pararam de forma “acidental”. Bandas pequenas, que, fuçando aqui, lendo ali, descobri que existiram, que tiveram uma participação pequena nesta história. Pequena, mas tiveram: fizeram um disco, alguém comprou esse disco, alguém o escutou, alguém gostou daquela música, alguém escreveu algo sobre a banda... Contudo, sendo uma banda pequena, pode até ser que eu não a tivesse achado hoje, se tivesse, por exemplo, pesquisado em um site diferente, em uma outra revista. Esta história é, portanto, meio parcial – no sentido de não ser exaustiva. Não fui atrás de todas as bandas, todos os discos. Peguei o que é essencial, inevitável, e mais algumas coisas que caíram em meu colo. Não sou crítico profissional de rock, não sou um expert. Este é o primeiro grande motivo pelo qual esta história que lêem é, de certa forma, pessoal.
A segunda razão é que, aqui, além de falar da história destas bandas, também teço alguns comentários sobre elas, ou melhor, sobre suas músicas. Seja falando sobre as “melhores” músicas da banda ou o oposto: chamando de “porcaria” o que acho que seja porcaria.
É impossível definirmos racionalmente o que seja uma música boa. Não temos como fugir do chavão “gosto não se discute”. Uns gostam de sertanejo, outros de música eletrônica. E quem está “certo”? Os dois? Nenhum?
Tem lógica, por exemplo, uma lista, feita por alguém, com “as 100 melhores músicas de todos os tempos”? Nenhuma! Uns gostarão de quase todas, se as ouvirem. Outros, de quase nenhuma.
Contudo, resta ao leitor um consolo. Pode ser que ele acabe por não gostar de várias das músicas que aqui falo que são boas, e que porventura ele vá atrás das mesmas. Porém, pode ser que goste. O consolo é pensar que “pelo menos alguém gostou” (eu). E, se pelo menos alguém gostou, e citou, já é uma dica.
Dito tudo isto, vamos ao que interessa...
MOVIMENTOS
É possível uma história da música?
Pergunto-me se é possível uma história, real, da música. Do rock, no caso. Não apenas citação de bandas, eventos, datas, mas a identificação clara de correntes e, o mais complexo, de razões internas à própria música para as transformações de um estilo a outro.
Tentemos.
Uma história do mundo é possível porque a lógica das transformações está, necessariamente, dentro do mundo. Já com a música isto é mais complicado. Por que o punk morreu? Que estilo o matou? O que o sucedeu foi uma evolução lógica da música? Isto é, após o punk só poderia mesmo vir o que veio?
Creio que apenas por lógica interna não seja possível constituirmos uma história completa – teríamos que recorrer à política, mercado, psicologia, acaso etc. para sabermos porque estilos, bandas e cantores alcançaram o auge e depois o declínio.
O que pode ser incluído numa história? Tudo, depende-se da abrangência que se quer alcançar. Poderia citar até as bandas do meu bairro. Mas queremos começar aqui pelos mais básicos momentos e movimentos. Ou seja, os mais conhecidos.
Fizemos inicialmente uma seleção com os nomes mais citados, vendidos, influentes. Não podemos, por outro lado, achar que a história se resume a isto. Dizer que em tal época um estilo era o mais tocado não quer dizer que muitos outros não eram.
Há também uma tendência egocêntrica de acharmos, nós humanos, que nossa era, seja ela qual for, é o ápice da evolução. Teríamos, assim, a tendência de valorizar mais os nomes atuais. Como isto é praticamente inevitável,
Movimento é ...
Os principais movimentos
I rockabilly
II invasão inglesa
II b folk
III psicodelia
III b glam
IV punk
V gótico
V b heavy
VI grunge
VII atual
VII b pgb
Há dificuldades para classificarmos algumas bandas.
Onde entra uma como o U2, que surge em 00 e até hoje faz sucesso? Onde entra uma banda como Scorpions, que surge em 00 e até hoje existe, mas não faz mais sucesso? História significa, essencialmente, importância. Pensando nisto, a opção que adotamos foi a seguinte: se uma banda faz sucesso há vários anos (ex.: U2), e esse sucesso atravessa diversos movimentos, citamos a banda nos dois (ou mais) mo(vi)mentos. A biografia do U2 está onde a banda começa a ter importância. Mas, como até hoje ainda é relevante, também a citamos, brevemente, no capítulo que fala das bandas atuais. Já em caso de bandas cujo auge foi há vários anos e hoje causam apenas um pálido reflexo do frenesi que já causaram (ex.: Scorpions), estas são citadas apenas uma vez, no capítulo correspondente ao seu mo(vi)mento principal, onde citaremos que a banda ainda está na ativa.
Um outro tipo de problema: como classificar uma banda que é de hoje, como White Stripes, mas que faz um som que é de ontem, às vezes lembrando Led Zeppelin, outras vezes soando como Black Sabbath? O dilema é: classificá-la pelo movimento (psicodelia, gótico, heavy metal?) ou pela época (atual)? Pela época. Mesmo que a onda principal de hoje não seja a psicodelia, ou qualquer outra em que a banda pudesse ser incluída, o seu auge é agora, e não décadas atrás. Mas, se uma banda é de determinada época mas não faz parte da onda principal desta época, será incluída sim, porém em “letras menores”. Como se sabe, nem todo mundo escutava Nirvana no auge desta banda – outras coisas também foram importantes. Bem menos, mas foram.
INDICE REMISSIVO
BIBLIOGRAFIA
www.allmusic.com
www.myspace.com
sábado, 30 de agosto de 2008
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